2º LIRAa de 2017 aponta queda no número de imóveis com focos de dengue

Você pode até achar que não, mas a luta contra o mosquito Aedes aegypti é responsabilidade de todos nós; e cada um precisa fazer sua parte, sejam entidades de classe, associações, governo ou população em geral. E esse trabalho precisa ser contínuo, porque apenas através da união de esforços, conseguiremos vencer esse terrível mosquito.

A batalha ainda não está ganha, mas o resultado do segundo Levantamento de Índice Rápido por Infestação de Aedes aegypti (LIRAa) deste ano, divulgado hoje (16) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mostra que as ações realizadas no Municipio estão dando resultados.

Isso porque o Levantamento apontou uma pequena redução no número de imóveis com focos do mosquito: 8,5% contra 9,7% registrados no primeiro LIRAa feito em janeiro. No entanto, o que não mudou e depende da atitude de cada um de nós, foram os locais com maior incidência dos focos: pela oitava vez consecutiva, eles continuam dentro das casas, principalmente nos ralos (45,3%) e reservatórios de água no chão (29,7%); seguidos pelos pratos de vasos de plantas (13,1%), lixo (5,5%), caixas d’água (3%), pneus (2,6%) e bromélias (0,8%).

Os números mostram que, mesmo com o trabalho constante dos agentes de endemias, a maioria das pessoas não tem tomado as devidas precauções dentro de casa, como colocar água fervente nos ralos uma vez por semana e tampar utensílios que sirvam para armazenar água. A administração municipal está fazendo a parte dela, através das visitas diárias dos agentes de endemias, que orientam os moradores sobre a maneira correta de armazenar água nas caixas, tonéis e reservatórios, e tratam dos focos do mosquito da dengue, caso sejam encontrados, por meio da aplicação da larvicida. Além disso, são feitos monitoramento dos locais onde são encontrados os mosquitos infectados, trabalho de educação em saúde, bem como projeto de recebimento e destinação de pneus inservíveis e notificação dos imóveis com quintais sujos.

As ações estão sendo intensificadas com o uso do fumacê – inseticida aplicado por meio da pulverização, que é liberada diretamente nas residências, atingindo os locais onde o mosquito se esconde. O carro continua rodando na região do Santa Helena e também no Altinópolis, Planalto, Mãe de Deus, Santo Antônio, Palmeiras e Vila Ozanã. Os primeiros locais a receberem o tratamento foram a região do Santa Rita, Distrito Industrial e bairros adjacentes, além das proximidades dos Hospitais Samaritano e Municipal.

E mais: oito borrifadores estão circulando no Altinópolis e, outros seis, no Santa Helena e Querosene, com bombas costais motorizadas que bloqueiam o vetor que transmite a dengue, a chikungunya e a zika em torno dos locais notificados. Ou seja, o fumacê é jogado em áreas onde há registros de pessoas doentes e nas residências próximas mediante casos notificados pela Gerência de Epidemiologia do município.

Palestras, caminhadas e outras atividades também estão sendo feitas pelos profissionais de saúde nas suas áreas de abrangência. Na ocasião, são levadas informações sobre prevenção e cuidados para a comunidade e alunos das escolas da região, que, por sua vez, também estão envolvidos ativamente nos trabalhos de conscientização que são desenvolvidos pelos estabelecimentos de ensino.

Locais com índices mais elevados

Os bairros que apresentaram maior índice são alguns dos que já estiveram no topo da lista no levantamento anterior: a região 08, compreendida pelos bairros Jardim do Trevo, Santa Paula, Planalto, Turmalina, CEASA, Posto Planalto, Posto Cacique, Retiro dos Lagos e Sertão do Rio Doce é a que apresenta o índice mais alto de infestação, subindo de 13,3% (no LIRAa anterior) para 14,6%. A região 09, formada pelos bairros Vila Império, Palmeiras, Jardim Pérola, Kennedy, Bela Vista, Fraternidade, Vila Ozanan, São José e Nossa Senhora de Fátima, vem logo atrás, com 12,7% dos imóveis com focos de dengue. A nota positiva é que no LIRAa anterior esse índice era ainda mais alto, de 15,7%.

Outras regiões também apresentaram índices superiores a 10% de imóveis com foco: a região 11 (Vila Isa, São Rimundo, Vera Cruz, Asteca, Vila Parque Ibituruna, Elvamar, Vilage da Serra, Jardim Primavera e Vila Ricardão) manteve o índice de 12,4%; enquanto a região 03 (Santa Helena, Esperança, Morro do Carapina, Vale Verde, Querosene e Monte Carmelo) foi a que teve o maior aumento no índice, passando de 6,3% para 10,4%. Não por acaso, esta é a região que está recebendo, atualmente, as ações de fumacê.

Na maioria das regiões, no entanto, o índice apontado neste LIRAa é inferior ao anterior. Na região 01 (Nova Vila Bretas, Mãe de Deus, Santo Antônio e Altinópolis), o percentual de focos teve uma expressiva queda de mais de quatro pontos percentuais, indo de 12,6% para 8,4%. Na região 04 (Vila Bretas, Vila Mariana, ACVRD, N. S. de Lourdes e São Geraldo) a queda foi de 9,3% para 7,9%. Já a região 07 (Capim, Conjunto SIR, Universitário, Sítio das Flores, Santos Dumont I, Santos Dumont II, SION, Belvedere, Recanto dos Sonhos, Floresta e CARDO) registrou uma pequena queda no índice, de 7,4% para 7,1%. A região 12 (Atalaia, Vila do Sol, Ipê, Vila dos Montes, Jardim Alvorada, Vale do Sol e Cidade Jardim) teve uma queda mais acentuada no percentual de imóveis com foco, que caiu de 9,8% para 6,9%. Uma retração bem parecida com a que foi registrada na região 02 (Grã Duquesa, N. S. das Graças, Maria Eugênia, Santo Agostinho, Lagoa Santa, Morada do Vale e Cidade Nova): de 9,3% para 6,8%.

Bairros com menores índices

Assim como a outra ponta da estratificação por região, as que apresentam os menores índices mantiveram a tendência. Na região 06 (Centro, Esplanada, Esplanadinha e São Pedro), o índice foi de 8,6% para 6,2%; na região 05 (Jardim Alice, São Paulo, Santa Terezinha, Ilha dos Araújos e São Tarcísio), de 7,7% para 6%; e a região 13 (Vila Rica, Penha, JK, São Cristóvão, Novo Horizonte, Vale Pastoril, Caravelas, Castanheiras, Vila União, Tiradentes, Figueira do Rio Doce e Vitória) apresentou uma queda de meio ponto percentual, baixando de 6% para 5,5% de imóveis com focos.

 A redução mais significativa, no entanto, vem da região 10, que compreende o bairro Santa Rita. No LIRAa anterior, foram encontrados focos em 8,7% dos imóveis. No atual, esse índice baixou 3,5 pontos percentuais, caindo para 5,2% de imóveis com focos, o que representa o mais baixo índice em toda a cidade (mais de cinco pontos abaixo da média). Essa redução faz parte dos efeitos produzidos pelo plano contingência contra a Febre Amarela aplicado no bairro, que entre outras ações, promoveu atividades de combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Comentários no Facebook