Aliados de Temer já comemoram vitória no TSE

Interlocutores do Palácio do Planalto revelaram que o presidente Michel Temer já comemora uma possível vitória no Tribunal Superior Eleitoral, diante da sinalização de um placar de 4 a 3 pela absolvição da chapa presidencial de 2014. A avaliação é de que ficou claro que as delações da construtora Odebrecht não devem incorporar a ação, na avaliação de quatro dos sete ministros, e isso seria positivo para a absolvição.

 Temer chegou ao Palácio do Planalto por volta das 9h, segundo fontes, para acompanhar o terceiro dia de julgamento. Apesar disso, conforme agenda oficial, desde que chegou, Temer se reuniu com ministros. Ele recebeu os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen. Na sequência, o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, também foi ao gabinete presidencial.
s 11h, de acordo com a agenda, Temer recebeu o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e às 11h30, o ministro da Educação, Mendonça Filho. Não constava da agenda, mas o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, que despacha várias vezes por dia com Temer, também estava no gabinete acompanhando o julgamento da ação.
O advogado Gustavo Guedes, que faz a defesa de Temer, afirmou estar “satisfeito” com a sessão dessa quinta-feira do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE. O motivo da satisfação, segundo o advogado, é a sinalização por parte da maioria dos ministros de que não serão consideradas as delações de executivos da Odebrecht na decisão da Corte.O advogado de Temer disse, ainda, que a defesa “confia” na absolvição do presidente. “Esse processo versa sobre 2014, só podemos tratar de 2014. E as provas que havia, ainda que indiciárias, foram excluídas, portanto, não há nada, rigorosamente, não há nada nesse processo. Por isso, a defesa do presidente confia na improcedência integral das ações”, comemorou.

Um dos aliados mais próximos de Temer, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo confia que o TSE julgará improcedente a ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer. “O governo tem confiança absoluta que o TSE vai agir conforme a prova dos autos, e a prova dos autos conduz à improcedência da ação”, disse.

Para Padilha, os votos contra a inclusão dos depoimentos de executivos da Odebrecht nos autos do processo indicam uma tendência. “De cabeça de juiz, a gente nunca sabe o que vai sair. Então, temos que esperar, não pode ter aflição. Nós temos confiança, mas, em contrapartida, temos respeito pelas decisões que vierem a ser tomadas pelo TSE”, disse.

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff comemorou a posição contrária de quatro ministros do TSE ao exame das delações da Odebrecht no julgamento da ação da chapa. “Os ministros estão sensíveis ao que sempre dissemos. Houve uma extrapolação do objeto da ação”, afirmou o advogado Flávio Caetano. Ele observou que as posições dos ministros são ainda indicativos da votação do mérito da ação no colegiado de sete membros.

“É claro que essas posições são vistas como uma sinalização”, disse o advogado. “A campanha da presidente foi regular e legítima. O tribunal reconheceu os 54 milhões de votos dados a Dilma Rousseff.” O advogado afirmou ainda que, excluindo-se as delações da Odebrecht, os ministros analisam um acervo de mais de 50 depoimentos e três anos de investigações. “A fase pré Odebrecht já foi uma devassa na campanha de Dilma e Temer”, disse.

JATINHO DA JBS Integrante da tropa de choque do Palácio do Planalto, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), disse acreditar que Temer será absolvido no TSE. Além disso, ele minimizou o fato de o presidente Michel Temer ter viajado em jatinho da JBS em 2011, quando era vice-presidente. “Não vejo nada demais. Não é um tipo de irregularidade ir a um evento de empresários em um avião. Não vejo nenhum problema, a não ser o alarde político por conta do momento. Esse é um assunto menor diante dos problemas que o país está vivendo”, defendeu o senador.

Nessa quinta-feira (8),  Temer disse a aliados que “acha” que viajou de São Paulo a Comandatuba, na Bahia, em um jato da JBS por intermediação do ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff). Temer e sua família usaram a aeronave em janeiro de 2011, quando ele já era vice-presidente. Temer tem alegado que o episódio aconteceu “há muito tempo” e não consegue se lembrar de todas as viagens que já fez.

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Redação
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