O Brasil fechou um acordo que vai permitir triplicar as exportações de automóveis para a Colômbia no prazo de três anos. As vendas, que chegaram a 17,5 mil unidades no ano passado, poderão chegar a 50 mil. Em 2016, o total de veículos exportados pelo Brasil foi de 520 mil, segundo dados da Anfavea (AssociaçãoNacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

À reportagem, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, falou sobre o acordo. “É uma medida importante, de grande interesse das montadoras instaladas no Brasil, mas sobretudo um passo a mais na direção da integração regional, com diversas possibilidades comerciais entre nossos países. É uma grande vitória para ambos.”

Ainda de acordo com a publicação, o presidente da Anfavea, Antonio Carlos Megale, espera que o acordo esteja operacional em 60 dias.”Este acordo é de extrema importância para a indústria automobilística, pois permitirá mais integração e negócios para ambos os lados”, comentou

Até agora, as vendas de automóveis para a Colômbia estavam sujeitas ao recolhimento do Imposto de Importação da ordem de 16%. O acordo fechado na última sexta-feira (7) estabelece cotas para que os países possam exportar automóveis, vans e veículos comerciais leves, com alíquota zero. Essas cotas são de 12 mil unidades no primeiro ano, 25 mil no segundo e 50 mil do terceiro ao oitavo anos. Depois disso, haverá uma revisão. Se ela não for feita, permanecem os 50.000.

Antes do acordo e, portanto, pagando impostos, o Brasil exportou 17,5 mil veículos no ano passado. Em 2015, foram 7.500. O acordo prevê que a Colômbia poderá exportar as mesmas quantidades para o País sem recolher impostos. Mas, atualmente, o país não produz automóveis. “Num primeiro momento, o benefício é imediato para a exportação brasileira”, afirmou o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Alexandre Lobo.

Os colombianos acreditam que iniciarão suas vendas ao Brasil em aproximadamente um ano e meio. Por isso, fizeram questão de garantir que as condições tarifárias para vender ao mercado brasileiro serão iguais às de outros fabricantes que têm acordo automotivo com o País, como a Argentina e o México.

Essas regras preveem, por exemplo, que eles não pagarão o Imposto de Importação de 35% a ser cobrado pelo Brasil a partir do ano que vem, quando acabar o programa Inovar Auto. O governo trabalha num sucessor para o programa, e a Colômbia garantiu que as regras serão aplicadas à sua produção também.

VIAr7
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Redação
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