Cai número de casos de dengue, zika e chikungunya em Valadares

Por mais que o governo se empenhe, sozinho é impossível conquistar objetivos quando o assunto é o Aedes aegypti. Isso porque para se combater este terrível mosquitinho é preciso a participação de todos, seja abrindo as portas de casa para receber bem os agentes de endemias, eliminando água parada de pratos de plantas, colocando tela ou água fervente nos ralos ou tampando vasilhames ou utensílios que sirvam para armazenar água, entre outros. Em Valadares, ações educativas e o trabalho de conscientização e combate aos focos, realizado pela Prefeitura junto com a população, está dando resultados significativos. Dados da Gerência de Epidemiologia, da Secretaria Municipal de Saúde revelam que as notificações e casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika caíram em 100% no município, chegando inclusive a zerar o número de notificações em alguns casos. Na semana 12, por exemplo, que vai de 19 a 25 de março deste ano, foram registradas 1.826 notificações de chikungunya em residentes de Valadares – o maior número dessa doença contabilizado este ano. Já de 28 de maio a 3 de junho não foi registrada nenhuma notificação.

Em relação à dengue, na semana 7, que corresponde ao período que vai de 12 a 18 de fevereiro, foram registrados 459 casos suspeitos da doença; e, mais uma vez, esse número foi zerado na semana 22 (que vai de 28 de maio a 3 de junho).

Essa redução também se deu em relação à zika. De 12 a 18 de março, o número de casos suspeitos foi de 28; enquanto na última semana epidemiológica, que vai de 28 de maio a 3 de junho, foi contabilizado apenas 1 caso.

 

Confira o que vem sendo feito

A administração municipal está fazendo a parte dela por meio das visitas diárias dos agentes de endemias, que orientam os moradores sobre a maneira correta de armazenar água nas caixas, tonéis e reservatórios, e tratam dos focos do mosquito da dengue, caso sejam encontrados, com a aplicação de larvicida. Além disso, são feitos monitoramentos dos locais onde são encontrados os mosquitos infectados, trabalho de educação em saúde, bem como projeto de recebimento e destinação de pneus inservíveis e notificação dos imóveis com quintais sujos.

As ações ainda foram intensificadas com o uso do fumacê. Os carros rodaram pelas ruas dos bairros Santa Rita, São Paulo, Santa Terezinha, Ilha dos Araújos, Palmeiras, Nova Vila Bretas, Vila Ozanã, Mãe de Deus, Santo Antônio, Altinópolis, Vila Bretas, Santa Helena, Distrito Industrial, Penha, Vila Mariana, Planalto, Lourdes, Monte Carmelo, Novo Horizonte, Caravelas, Tiradentes, Vila União, São Geraldo, Figueira do Rio Doce, Vitória e tantos outros. Além disso, ainda é utilizado o fumacê com bombas costais motorizadas.

Outra ação lançada para exterminar o Aedes foi a Operação Caça ao Mosquito, que reuniu cerca de 200 servidores de várias secretarias (em especial Saúde e de Obras), de uma só vez em um bairro, para eliminar possíveis criadouros e conscientizar a população.

O município potencializou as ações da Atenção Básica por meio da atuação das equipes de Saúde da Família; criou também um Centro de Atendimento em Arboviroses para facilitar ao máximo o acesso aos usuários 15 horas por dia, disponibilizando atendimento médico, de enfermagem e farmacêutico aos pacientes.

Em março deste ano foi aberto ainda um serviço de Reabilitação Multiprofissional em Arboviroses no Centro de Atenção ao Deficiente Físico (CADEF) desenvolvido especialmente para os usuários acometidos por zika e chikungunya. Lá são ofertados os procedimentos de atendimento multidisciplinar (reumatologista, fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional etc.), atendimento médico e de enfermagem. Até o momento vem sendo atendida uma média de 25 pessoas por dia, todas com complicações articulares.

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Redação
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