Campanha Janeiro Roxo alerta população sobre a hanseníase

Prefeitura promove Janeiro Roxo para conscientizar sobre luta contra a hanseníase

Para lembrar as mulheres sobre a importância de se prevenir contra o câncer de mama, o mês de outubro é marcado pela cor rosa; já novembro é azul porque remete à saúde masculina, mais especificamente ao câncer de próstata. O mês seguinte adotou as cores laranja e vermelha, sendo a primeira em alusão ao câncer de pele e a outra para mostrar a batalha travada contra a Aids/HIV. Essas menções a cores nada mais são do que uma forma de conscientizar e chamar a atenção da população para o cuidado e prevenção de determinadas doenças. Diante disso, surge o questionamento: qual cor representa o mês de janeiro?

Para lembrar o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, comemorado sempre no último domingo de janeiro, a Prefeitura de Valadares promove, de 23 a 27, o Janeiro Roxo. Momento em que todas as unidades de saúde do Município realizam ações educativas com o intuito de identificar e tratar pessoas com hanseníase. A ideia é desconstruir o preconceito contra a doença e chamar a atenção para os sintomas e sinais apresentados pelo corpo, além de mostrar que há tratamento, cura e reabilitação física e social para as pessoas portadoras da doença. “Nossa ideia é incentivar a população a examinar sua pele, perceber seu corpo e valorizar os sintomas, e, caso note alguma manchinha ou sinal diferente, procure o serviço de saúde, pois hanseníase tem cura”, esclareceu a médica sanitarista Katiuscia Rodrigues.

Vale lembrar que cada unidade de saúde define seu cronograma, desde que aborde o assunto com a comunidade da sua área de abrangência, podendo oferecer essas orientações nas salas de espera ou por meio de peças de teatro, distribuição de panfletos, caminhadas etc.

Caso seja necessário, a pessoa é encaminhada para tratamento em uma unidade de saúde no seu bairro ou no Centro de Referência em Doenças Endêmicas e Programas Especiais (CREDEN-PES).

Casos da doença em GV

Em Valadares, em 2015 foram registrados 54 novos casos de hanseníase em residentes do município, sendo dois menores de 15 anos. Em 2016, foram contabilizados 67 novos casos. Destes, quatro eram menores de 15 anos. “Esses números nos preocupam, pois continuamos diagnosticando a doença em crianças, o que indica que há transmissão recente da doença, devido ao longo período de incubação”, explicou a médica.

Sobre a hanseníase

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa com longo período de incubação (dois a 10 anos) e tem cura. Os principais sinais e sintomas da doença são: manchas na pele com diminuição da sensibilidade, caroços pelo corpo, dor e sensação de choque nos nervos dos braços, pernas, pés, mãos e diminuição da força muscular nas extremidades.

A hanseníase é transmitida por meio das vias respiratórias, tosse e espirros emitidos por uma pessoa contaminada, e por contato prolongado. Não se contrai hanseníase por meio de copos, pratos, talheres, nem em assentos, apertos de mão, abraço, beijo, picada de inseto, aleitamento materno, doação de sangue, relação sexual ou gravidez.

O tratamento tem duração de seis a 12 meses e é oferecido gratuitamente pelo município. Já no início do tratamento a pessoa deixa de transmitir a doença, por isso, não deve ser separada de sua família nem interromper atividades rotineiras.

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