Campanha nacional de multivacinação é adiada

O adiamento sem uma explicação clara deixou técnicos da saúde preocupados. (Imagens: Reprodução/Internet)

Historicamente realizada no primeiro semestre, a Campanha Nacional de Multivacinação, que oferta todo tipo de doses previstas no calendário para crianças e atualização dos cartões, vai ficar para a segunda metade deste ano. O comunicado foi feito na última segunda-feira pelo Ministério da Saúde aos estados. O motivo alegado pelo governo federal foi a “necessidade de otimizar as ações de comunicação”.

Técnicos da área de saúde de municípios mineiros se mostraram preocupados com o adiamento da campanha sem uma explicação clara. As 28 regionais de Minas foram informadas da decisão ainda na segunda por meio do comunicado feito pela Coordenadoria Geral do Programa Nacional de Imunizações, repassado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

O Ministério da Saúde ainda não se posicionou sobre o que significaria essa otimização, se estaria atrelada a uma dificuldade financeira ou se a motivação tem alguma relação com a sobrecarga do sistema por causa da gripe H1N1 e outras doenças.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que “a programação das campanhas de vacinação, bem como o envio das doses, são realizados pelo Ministério da Saúde e cabe à secretaria o repasse dessas vacinas aos municípios”. A nova data para a Campanha de Multivacinação, que já estava agendada para ocorrer entre os dias 11 e 17 de junho, não foi divulgada.

O que o comunicado feito pelo governo federal explica é que a Multivacinação vai acontecer junto com a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite no segundo semestre, “em data a ser comunicada posteriormente”.

Em 2015, foram aplicadas mais de 12 milhões de doses contra a poliomielite em todo o país, sendo que 94% do público-alvo foi vacinado. Já durante a multivacinação no ano passado, 5,3 milhões de doses foram aplicadas no Brasil.

Importância 

“A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra as doenças para as crianças e o Brasil tem hoje um dos melhores programas de vacinação coletiva de todo o mundo. Neste sentido, a campanha é muito importante porque é o momento em que a população comparece às unidades e fica mais alerta com relação à importância das vacinas”, afirma a infectologista pediátrica e membro da diretoria da Sociedade Mineira de Pediatria, Gabriela Araújo Costa.

A especialista ressalta que, se a questão for apenas um adiamento nas campanhas, o impacto seria muito pequeno. O problema é se a situação envolver falta de oferta de vacinas.

“Sem as doses, a criança fica exposta ao risco da doença. Um exemplo é a diminuição dos casos de sarampo após a instituição da vacina no calendário. Sem a vacina, os casos permaneceriam”, explica a médica.

A poliomielite está erradicada no Brasil há 25 anos, no entanto, há registro de casos em outros países, o que torna a vacinação fundamental para evitar que a doença volte a ser registrada em território brasileiro.

FONTEHoje em Dia
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Redação
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