“É muito satisfatório ver o Alonso sair andando.” Presidente da F1 de 1993 a 2009 diz que segurança aumentou muito desde a morte de Ayrton Senna, em 1994

A trágica morte de Ayrton Senna em 1994 foi um divisor de águas na segurança da Fórmula 1. As inovações e melhorias foram tantas que de lá para cá a única morte registrada na categoria durante uma corrida foi a de Jules Bianchi no ano passado, após se chocar com um guindaste no GP do Japão de 2014. Por isso, ao ser questionado pelo jornal “Teh Telegraph” sobre as chances de Fernando Alonso ter sobrevivido ao acidente impressionante com Esteban Gutiérrez em Melbourne, caso tivesse acontecido há 20 anos, o ex-presidente da FIA, Max Mosley, foi enfático.

– Eu acho que ele não teria sobrevivido. Óbvio que não dá para saber sem uma análise mais detalhada, mas, geralmente, este tipo de acidente resultava em ferimentos graves ou morte. Felizmente isso parece ter mudado. Acidentes bizarros, como o de Jules Bianchi, ainda acontecem, mas hoje em dia após a uma batida como a de Alonso, você tem a expectativa que o piloto sobreviva. Esse não era o caso há 20 anos. E isso foi graças ao (Ex-chefe da equipe médica da FIA) Dr. Sid Watkins, um time competente de pessoas e às equipes. Foi preciso olhar para a questão de maneira científica, uma mudança radical que aconteceu depois da morte do Senna em 1994. É muito satisfatório ver o Alonso sair andando. Você trabalha duro e é muito bom ver os resultados, pois a batida foi bem agressiva – afirmou.

O espanhol sofreu um forte acidente após tocar na Haas de Esteban Gutiérrez durante uma tentativa de ultrapassagem. O carro de Alonso bateu no muro lateral, capotou e só foi parar na barreira de pneus do outro lado da brita da curva 3 do Circuito de Albert Park. A McLaren de Alonso ficou completamente destruída. Nas primeiras imagens da TV, mal dava para identificar que havia destroços de um carro no local próximos à barreira de pneus. Como o bólido parou de cabeça para baixo, o bicampeão mundial precisou rastejar para sair do cockpit. Alonso deixou o carro aparentando sentir dores, mas apesar da imagem impressionante, não sofreu lesões graves. O mexicano Gutiérrez também não se machucou.

– Tenho a consciência de que hoje gastei uma vida das que me restavam. Queria agradecer a McLaren e a FIA pela segurança atual dos monopostos, e também aos meus companheiros e fãs pela preocupação e apoio incondicional – disse o espanhol após à corrida.

FONTEGloboEsporte.com
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Marcus Vinícius Gomes
Réporter Esportivo desde 2010, 30 anos, apaixonado por futebol, viajou Minas Gerais nas melhores coberturas esportivas para Rádios, TV e claro, se divertindo fazendo aquilo que gostava, que é estar à beira do gramado.

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