Eleição da Comissão Especial no Senado terá disputa acirrada

A eleição dos membros da Comissão Especial de Impeachment do Senado, na próxima segunda-feira, que vai elaborar o relatório sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, será marcada por uma disputa acirrada.

A indicação na última quarta-feira dos nomes dos senadores Raimundo Lira, do PMDB da Paraíba, e de Antônio Anastasia, do PSDB de Minas, para serem presidente e relator, respectivamente, desagradou a base governista.

Os líderes dos blocos partidários concluíram ontem as indicações dos 42 integrantes da comissão no Senado. O PT confirmou suas principais lideranças como titulares que irão defender Dilma no colegiado: Lindbergh Farias (RJ), Gleisi Hoffmann (PR) e José Pimentel (CE).

A suplência ficará a cargo de Humberto Costa (PE), Fátima Bezerra (RN) e João Capiberibe (AP).

Os três petistas junto com Telmário Mota (PDT-RR), indicados pelo bloco do governo, e a senadora Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) são os únicos cinco integrantes da comissão, composta por 21 membros, que se declaram abertamente contrários ao impeachment.

Considerando os 21 titulares e 21 suplentes, conforme o Placar do Impeachment, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, 70% deles já se declararam favoráveis ao impedimento da presidente.

A indicação de Anastasia para a relatoria da comissão tem causado indignação no PT, que ameaça recorrer à Justiça. O partido argumenta que possui direito à vaga por também ter 11 senadores, assim como o PSDB.

Prazo

Depois de instalada a comissão e eleitos o presidente e relator, o colegiado deverá apresentar, em até dez dias, um parecer sobre a admissibilidade do impeachment que será levado ao plenário.

Se o relatório for pela continuidade do processo e aprovado por maioria simples dos senadores, a presidente Dilma Rousseff será imediatamente afastada do cargo pelo prazo de até 180 dias.

A partir daí, o processo retornará para a comissão especial, que vai analisar se Dilma cometeu crime de responsabilidade e se deve ter o mandato definitivamente cassado.

Se for realmente eleito na segunda-feira para a presidência da comissão, Lira já afirmou que terá uma conduta suprapartidária. “Minha intenção é usar o prazo máximo permitido pelo rito”, disse.

FONTEHoje em Dia
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Redação
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