Feijão ainda poderá chegar a R$12 e o Arroz também terá aumento

Considerando apenas o mês de maio, esse índice é o maior desde 2008. No ano, IPCA acumula avanço de 4,05% e, em 12 meses, de 9,32%

Foto: Reprodução Internet

Um dos itens básicos da alimentação das famílias brasileiras, já é considerado o vilão da cesta básica por especialistas que monitoram o custo de vida. Problemas com a seca têm feito os preços dispararem. E a situação deve piorar. O custo do quilo nos supermercados poderá chegar a R$ 12, nos próximos meses. Em relação ao valor já cobrado hoje, de até R$ 10, a alta ainda será de até 50%. Segundo o Instituto Brasileiro do Feijão, a variação do valor da saca de 60 quilos do carioquinha chegou a 221%, de janeiro a maio deste ano.

O preço do feijão preto, também sofrerá um novo aumento, podendo chegar a R$ 8 o quilo, já em julho. Segundo a Bolsa de Gêneros Alimentícios, o produto já é vendido a R$ 5, com tendência de alta nas próximas semanas. A elevação daqui para frente, portanto, deverá ser de 60%. De abril a maio, o custo da saca de 60 quilos variou 100%.

Aumento do Arroz

Mesmo com o aumento já informado pela inflação oficial segundo o IBGE, de 0,54%, ainda não se sabe o valor final que deve chegar ao consumidor devido o prejuízo causado pelas chuvas e tornados que atingiram o sul. Mas a imagem do mercado é clara: Haverá um aumento significativo.

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul que é o maior fornecedor do país já está finalizada e a quebra se confirmou em 16% neste ano. De acordo com dados da Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Estado) o percentual corresponde a uma produção total de 7,3 milhões de toneladas na safra 2015/16.

Nesta temporada as lavouras foram atingidas severamente pelo clima e o prejuízo é equivalente a produção total da Argentina, segundo levantamento do Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz).

Com a baixa oferta, os preços do arroz sem casca no estado vem acumulando altas. De acordo com o informativo semanal do Cepea, o indicador ESALQ/SENAR-RS apresentou valorização pelo terceiro mês consecutivo, fechando a R$ 43,65/sc na terça-feira (31).

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Redação
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