O técnico Givanildo Oliveira está enfrentando um adversário implacável neste começo de Campeonato Brasileiro: a falta de tempo para treinar. Em função da sequência de jogos e viagens, o curto espaço de tempo não permite uma preparação adequada do time. Experiente, o treinador lamenta a situação, porém, não faz dela um drama. Junto com sua comissão técnica, Givanildo vem administrando os problemas de contusões e cansaço dos atletas.

“O curto espaço de tempo do jogo passado para esse é mais um problema. Então tem que ser por aí, mas na base da conversa do que nos treinos. É uma pena, porque quem está chegando, quando precisa, entra mesmo sem ter feito um coletivo. Por exemplo, no jogo passado (em Chapecó), o nosso lado direito, que entrou o Willian (Barbio) e o Hélder, jogou sem ter feito um único coletivo. Então tem sido por aí”, enfatiza o treinador.

Para controlar o desgaste de seus jogadores, o treinador tem deixado alguns atletas descansando por mais tempo.  No treino desta manhã, o volante Leandro Guerreiro e o atacante Victor Rangel foram poupados, enquanto o lateral Helder participou do aquecimento e ficou também de fora do treino recreativo.

“O desgaste preocupa sim. Não digo só por causa do jogo de domingo e quarta. Mas porque também tem Copa do Brasil. Antes do primeiro jogo contra o Bahia, teve um jogo seguido à conquista do título. Tivemos que jogar na quarta-feira como campeões. Dali para frente o desgaste aumentou. Estamos vendo, sempre conversando, tirando uns jogadores dos treinos. Hoje mesmo ficaram o Guerreiro e Victor Rangel de fora, para que eles tenham uma recuperação maior.

Givanildo, inclusive, não vê qualquer vantagem no fato de seu rival está vindo de um jogo na quinta-feira e de uma derrota por goleada.

“Não vejo como tirar vantagem da goleada e nem do desgaste, porque também estamos desgastados. Da goleada, isso acontece no futebol, porque, de repente, aconteceu um desencontro em campo e termina acontecendo. Mas, em momento algum você pode ir pro jogo contra o Cruzeiro e dizer que tirar proveito disso ou daquilo. Tirar proveito do nosso momento no jogo, espero que ir bem, e ver algumas falhas deles, o que é normal. Eu estou sempre falando, sempre alertando: quem erra menos no jogo, termina saindo vencedor. Já tive jogo que meu time foi lá em cima, perdeu oito, dez chances e o adversário foi uma vez e fez. Mas isso é difícil de acontecer”.

Quanto ao fato de jogar no Mineirão, o treinador encara com naturalidade. Ele entende que o campo é excelente e vê associação de resultados com os locais de jogos como argumentação da imprensa.

“A imprensa é que usa muito isso, mas fizemos uns dois jogos contra o Cruzeiro. A diferença de campo é quando se joga no Independência e depois sai para o interior e pega um campo cheio de buraco, em tamanho menor. Mas, no Mineirão, não veja diferença nenhuma. Acho que será um jogo complicado, difícil, porque o Cruzeiro está querendo sair dessa situação assim como nós, o que tornará o jogo mais difícil”, frisa o técnico.

A posição do América na classificação, com apenas um ponto, poderia estar melhor na visão do treinador. Ele lamenta a derrota para o Fluminense e o empate com o Vitória.

“Poderíamos estar melhor. Não digo isso nem pelo jogo em Chapecó, lá. Mas, no primeiro jogo (contra o Fluminense), poderíamos ter saído pelo menos com o empate, porque fizemos um segundo tempo melhor. No jogo contra o Vitória, então, fizemos o gol e depois tivemos três chances de fazer o segundo e não aproveitamos. E, naquele momento, com o adversário com um a menos, com uma vantagem de dois gols, dificilmente não venceríamos. E se tivesse o gol deles, como teve, então terminaria 2 a 1. Mas não aproveitamos e agora temos que reagir agora. Também não concordo com quem pensa em jogo de seis pontos. Seis pontos se fosse um jogo mata-mata, ou se fosse para ficar entre os quatro primeiros, aí sim. Mas estamos no início e não veja assim, não. Só quero dizer que também não aceito esse negócio de que o campeonato está começando e ainda tem mais de 30 jogos. Não, tem que reagir agora. Depois fica pra trás e quando tentar sair não dá. Então, mesmo com todos os problemas, temos que reagir agora, vencer desde o começo da competição”, completa.

Após o treino recreativo, a delegação americana seguiu para a concentração no Ímpar Hotel.

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Marcus Vinícius Gomes
Réporter Esportivo desde 2010, 30 anos, apaixonado por futebol, viajou Minas Gerais nas melhores coberturas esportivas para Rádios, TV e claro, se divertindo fazendo aquilo que gostava, que é estar à beira do gramado.

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