Laudo do Ministério Público aponta que água tratada está impropria para o consumo

(Foto: Daniela Nazreth)

Um laudo técnico divulgado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nesta terça-feira (9) sobre a qualidade da água tratada do Rio Doce, aponta um nível elevado de alumínio, turbidez e coliformes que é considerado acima do limite para o Ministério da Saúde.

O estudo feito pelo MP no dia 5 de julho, mesmo dia em que uma equipe da Samarco veio até a cidade para também realizar um estudo sobre a qualidade da água, no relatório feito pelo Ministério Público foi encontrado uma quantidade de alumínio 3x acima do permitido pelo Ministério da Saúde.

Em entrevista ao G1, o promotor de justiça Evandro Ventura afirma que o laudo da Samarco apresenta um resultado completamente diferente da nova análise e que houve problemas na coleta da água. “O laudo da Samarco diz que o alumínio está em conformidade. A engenheira ambiental do Ministério Público também acompanhou essas coletas. Ela deixou bem claro que dois aparelhos que foram utilizados para a coleta dessa água não estavam com a calibração devida; um deles teve que ser substituído por um aparelho do Saae.”

As coletas foram feitas em 13 pontos da cidade entre hospitais, escolas públicas e condomínios residenciais e o nível alto de alumínio estava presente em 11 pontos, o que aponta 85% de probabilidade no estudo realizado pelo Ministério Público de Minas Gerais.

Nesta terça-feira a defensoria pública da união irá entrar com uma ação civil pública contra a Samarco exigindo que a mineradora volte a distribuir água mineral para a cidade até que a água do Rio Doce volte a ser própria para o consumo, para o MP, a população não pode continuar consumindo essa água, e a Samarco como a responsável deve resolver essa situação.

COMPARTILHAR
Redação
Como maior ouvidoria popular de Governador Valadares, o Programa Valadares na TV se destaca por levar informação e conteúdo exclusivo de problemas e assuntos de nossa cidade.

Comentários no Facebook