LIRAa revela aumento no número de focos da dengue em Governador Valadares

A maior incidência de focos continua dentro das casas

A maioria das pessoas está preocupada em se vacinar contra a febre amarela, mesmo sabendo que não há surto da doença em Valadares. Além disso, tem gente maltratando os macacos que encontram pelas árvores e matas dos distritos e ruas do município a fim de exterminá-los e, dessa forma, não contraírem a enfermidade. Só que o que a população não entende é que a temida febre amarela é transmitida pela picada de um mosquito contaminado. No caso da febre amarela urbana, o transmissor é o mesmo que causa a dengue, zika e Chikungunya: o Aedes aegypti. Ou seja, para não adoecermos, não adianta apenas vacinar e muito menos executar os primatas; precisamos cuidar das nossas residências, tirando uns minutinhos por semana para verificar se há água limpa e parada nos pratos de plantas, se os recipientes em que estamos armazenando água estão devidamente tampados e cobertos, além de instalar tela ou despejar água fervente nos ralos e lavar as vasilhas de água dos animais de estimação. Medidas simples como essas são essenciais para acabarmos com o Aedes aegypti e, consequentemente, com os males causados por ele.

E essa tarefa precisa ser feita o quanto antes porque o primeiro Levantamento de Índice Rápido por Infestação de Aedes aegypti (LIRAa) deste ano, divulgado hoje (26) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apontou um aumento expressivo e preocupante no número de imóveis com focos do mosquito: 9,7% contra 7,9% registrados no primeiro e único LIRAa realizado em novembro de 2016. No entanto, o que não mudou foram os locais com maior incidência dos focos: pela sétima vez consecutiva, eles continuam dentro das casas, nos ralos (36,7%), reservatórios de água no chão (35,3%), seguidos pelos pratos de vasos de plantas (15,9%), lixo (4,4%), caixas d’água (5,2%), bromélias (1%) e pneus (1,5%). Os dados revelam que, mesmo com o trabalho contínuo dos agentes de endemias, a maioria das pessoas não
tem tomado as devidas precauções para exterminar o mosquito da dengue,
que transmite também a zika, a febre Chikungunya e a febre amarela urbana.

Vale lembrar que, segundo parâmetros do Ministério da Saúde, o índice é considerado satisfatório quando,  no máximo, 1% das residências apresentam focos da doença. Índices entre 1% e 3,9% são considerados médios; e são considerados de alto risco de transmissão quando o índice apresentado é acima de 3,9%.

Durante todo o ano, os agentes de endemias realizam visitas domiciliares, orientam os moradores sobre a maneira correta de armazenar água nas caixas, tonéis e reservatórios, e tratam dos focos do mosquito da dengue, caso sejam encontrados, por meio da aplicação da larvicida. 

Locais com índices mais elevados

Os bairros que apresentaram maior índice este ano são alguns dos que já estiveram no topo da lista no levantamento anterior: Vila Império, Palmeiras, Jardim Pérola, Kennedy, Bela Vista, Fraternidade, Vila Ozanan, São José e Nossa Senhora de Fátima, com 15,7% dos imóveis com focos de dengue. Outros locais que também apresentaram um índice considerado alto (13,3% dos imóveis) foram os bairros Jardim do Trevo, Santa Paula, Planalto, Turmalina, CEASA, Posto Planalto, Posto Cacique, Retiro dos Lagos, Sertão do Rio Doce e Borges.

Logo atrás vieram Nova Vila Bretas, Mãe de Deus, Santo Antônio e Altinópolis, com 12,6% dos imóveis com focos. Em seguida, vêm Vila Isa, São Raimundo, Vera Cruz, Azteca, Vila Parque Ibituruna, Elvamar, Village da Serra, Jardim Primavera e Vila Ricardão, com 12,4%; e Atalaia, Vila do Sol, Ipê, Vila dos Montes, Jardim Alvorada, Vale do Sol e Cidade Jardim, com 9,8% dos imóveis com focos do mosquito da dengue.

No Grã-Duquesa, Nossa Senhora das Graças, Maria Eugênia, Santo Agostinho, Lagoa Santa, Morada do Vale e Cidade Nova, os índices chegaram a 9,3%, mesmo índice dos bairros Vila Bretas, Vila Mariana, Acampamento da Vale, Nossa Senhora de Lourdes e São Geraldo. O Santa Rita também está com índice alarmante: 8,7% dos imóveis. Centro, Esplanada, Esplanadinha e São Pedro registraram 8,6% dos imóveis com focos do Aedes; coladinhos nestes, vêm Jardim Alice, São Paulo, Santa Terezinha, Ilha dos Araújos e São Tarcísio, com 7,7%.

Capim, Conjunto SIR, Universitário, Sítio das Flores, Santos Dumont I, Santos Dumont II, Sion, Belvedere, Recanto dos Sonhos, Floresta e Cardo contabilizaram 7,4%.

Bairros com menores índices

        Já a região dos bairros Santa Helena, Esperança, Morro do Carapina, Vale Verde, Querosene e Monte Carmelo, tiveram 6,3% dos imóveis com focos. Logo atrás, vieram os bairros Vila Rica, Penha, JK, São Cristóvão, Novo Horizonte, Vale Pastoril, Caravelas, Castanheiras, Vila União, Tiradentes, Figueira do Rio Doce e Vitória, com 6% dos imóveis com dengue.

Notificações

 Este ano já foram notificados (sem confirmação) 209 casos de dengue, 45 de Chikungunya e 12 de zika em residentes em Valadares.  No ano passado (2016) foram 3.154 casos de zika, sendo 18 confirmados pela Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais. Além disso, foram notificados 115 casos de Chikungunya e 1.609 de dengue. Destes, 244 foram confirmados laboratorialmente.

Em 2015, foram 1.369 casos notificados (suspeitos) de dengue em Valadares, contra 1.148 em 2014. Já de Chikungunya, foram notificados aproximadamente 20 em 2015. De zika vírus, não houve nenhum caso confirmado laboratorialmente em 2014, enquanto houve 54 casos suspeitos em 2015. Em ambos os anos não houve registro de mortes causadas pela doença no município.

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Redação
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