Novo golpe é aplicado em Governador Valadares

SEGUNDO BRANDÃO, no boletim de ocorrência tem o registro de que seu nome foi utilizado para tentar extorquir o filho de uma senhora que está na UTI. (Foto: Fernanda Martini)

Ter um ente querido internado em uma UTI de hospital já é dramático, imagine quando uma pessoa liga para sua casa e se passa por um médico dizendo que é preciso efetuar um depósito urgente para realizar um procedimento no paciente, já que o convênio não cobre. Esse é o mais novo golpe aplicado na cidade.

Preocupado com a situação, o obstetra e ginecologista Márcio Brandão explica como o golpe, denominado “Golpe da UTI”, está sendo aplicado. “Penso é que infelizmente hoje não vou falar de saúde, e sim como a saúde está sendo usada de forma desonesta, covarde e criminosa. No caso em questão, citado no boletim de ocorrência, meu nome foi utilizado para tentar extorquir o filho de uma senhora que está há mais de 30 dias internada em um grande hospital de Valadares. Através do telefonema foi cobrado um exame e um medicamento, e disseram que o depósito teria de ser feito imediatamente em determinada conta, porque o procedimento e o medicamento não haviam sido liberados pelo convênio da paciente”, disse.

Brandão orienta as pessoas e todos os envolvidos na área de saúde que fiquem atentos ao mais novo golpe. “Qual a busca hoje? É tentar fazer com que a população da nossa cidade, os hospitais, os colegas que estão envolvidos em atendimento de urgência e internações críticas e os próprios colegas que trabalham dentro da UTI fiquem atentos a esse tipo de golpe. E digam para os pacientes, ou os responsáveis por eles, para não se apavorarem nem acreditarem em coisas desse nível”, aconselhou, acrescentando que as informações obtidas pelos criminosos vão desde o box no qual estão internados os pacientes até mesmo quem é responsável por eles.

O médico ressalta que o contato com os familiares de pacientes internados na UTI é feito somente pessoalmente e pela direção, secretaria ou assistência social do hospital. “O sistema hospitalar tem hoje uma coerência muito grande no que precisa ser acontecido. Nem médico, nem enfermeiro nem o diretor da UTI vai ligar para pedir dinheiro para qualquer coisa”, afirmou.

INVESTIGAÇÕES

A delegada da Polícia Civil Juliana Flávia Borges Fiúza esclarece que os casos estão sendo investigados. “Não é um caso isolado, há vários idênticos que, possivelmente, devem ter ligação um com o outro, mas estão sendo tomadas as providências. O que podemos pedir para que isso não continue a acontecer é que a população tome precauções. Entre outras, não passar nenhum tipo de informação do paciente para ninguém na porta do hospital, ou dentro do hospital, e conversar somente com o médico do paciente. Passar as informações para o médico e para a equipe responsável, identificar as pessoas que estão atendendo o paciente, saber quem são, não responder a nenhum tipo de telefonema cujo teor seja pedir dinheiro ou no qual a pessoa se passe pelo médico”, orientou.

Fonte: Diário do Rio Doce

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Redação
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