A Polícia Civil pediu à Justiça a prisão de sete pessoas consideradas responsáveis pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, que deixou 17 mortes, dois desaparecidos, e 725 pessoas desabrigadas.

O inquérito para apurar as causas do rompimento foi encerrado e está sendo apresentado na tarde desta terça-feira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Entre as pessoas que tiveram a prisão pedida estão seis funcionários da Samarco e um da consultoria VogBR.

O delegado de Polícia Civil Rodrigo Bustamante, responsável pelo inquérito do rompimento da barragem, disse que este foi “o maior desastre ambiental da história do país”. O inquérito foi aberto no dia 6 de novembro de 2015, um dia após o rompimento. A investigação durou três meses.

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Foto: Reprodução Rede Globo

A causa do rompimento da barragem, segundo a polícia, foi liquefação [acúmulo de água]. Eles explicaram que houve elevada saturação de rejeitos arenosos depositados em Fundão, falhas no monitoramento, equipamentos com defeito, número reduzido de equipamentos de monitoramento, elevada taxa de alteamento anual da barragem, assoreamento do dique 02 e deficiência junto ao sistema de drenagem.

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Foto: Reprodução Rede Globo

O perito da Polícia Civil Otávio Guerra Terceiro é categórico ao dizer que a causa do rompimento da barragem foi um colapso da estrutura devido a liquefação, que é acúmulo de água. Segundo o perito, Fundão tinha 761 metros de comprimento de crista, 7 metros de largura e 110 metros de altura. A barragem tinha 55 milhões de metros cúbicos de volume no dia do rompimento.

FONTEG1
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Redação
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