Projeto que visa profissionalização de detentos é lançado em Valadares

Foto: Divulgação

Acontece nesta segunda-feira (20), às 20h, no Auditório da FIEMG, o lançamento do Projeto Lapidar-se, uma iniciativa do Grupo Nevestones, realizada em parceria com a UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, o Conselho de Criminologia e Política Criminal de Minas Gerais e o Instituto dos Advogados de Minas Gerais.

Na oportunidade, será realizada uma homenagem ao Dr. Thiago Colnago, juiz da Vara de Execuções Penais, grande defensor de iniciativas de ressocialização na população carcerária e um dos incentivadores do Lapidar-se.

Toda vida é preciosa

À partir dessa premissa foi desenvolvido o projeto que vai ensinar a 15 detentos da Penitenciária Floriano de Paula (no distrito de Nova Floresta) técnicas de lapidação criativa e criação de peças artesanais. Sob a coordenação do advogado criminalista e professor da UFMG, Prof. Dr. Felipe Martins Pinto, o Projeto inclui aulas de técnicas de lapidação e confecção de peças de artesanato em semi-jóias. Todo o equipamento e os insumos necessários serão doados pela Nevestones.

Para a produção das peças serão usadas máquinas de lapidação, metais comuns e pedras de pequeno valor comercial, como cristais e similares. A concepção do projeto prevê que através do trabalho criativo dos presos agregue valor artístico às peças, que poderão participar de exposições nacionais e internacionais, além de serem comercializadas através de uma ONG, com a renda revertida para benefício da própria comunidade prisional da penitenciária Floriano de Paula. As oficinas estão previstas para começar no dia 1º de Julho de 2.016.

Além da oportunidade de ressocialização através do aprendizado profissional, o Projeto Lapidar-se busca uma ainda a transformação interior dos assistidos. Para tanto, conta com o talento e a sensibilidade da artista plástica Maria Lúcia Barbosa, consultora criativa que vai trabalhar diretamente com os presos, promovendo formas de expressão artística e criatividade.

Natural de Campos dos Goytacazes (RJ), ela é licenciada em Letras e Literatura (Português e Inglês), Pedagoga, cursou a Escola Mineira de Joalheria (1ª Turma) e passou a se dedicar a joalheria.

Em Minas Gerais desenvolveu em seu atelier um trabalho inovador de pesquisa com cristais naturais, conhecidos como pedras de coleção, conceito relacionado à raridade na forma, como tamanho, geminação e terminação.

Viveu anos em São Paulo, onde seu trabalho foi amplamente reconhecido. Foi a única joalheira brasileira a ser convidada a fazer uma exposição individual no MAB, Museu de Arte Brasileira, na FAAP.

Representou o Brasil, em 2000, no 25º Salón Internacionale de Joyleria Madri. Foi a joalheira convidada a fazer parte da Enciclopédia Aquarelas do Brasil, 500 anos de um grande país, “um projeto editorial, uma síntese da história do Brasil de 1500 ao ano 2000 focalizando os aspectos, fatos e personagens que fizeram do nosso pais uma grande nação”.

Expôs na Pinacoteca do Estado de São Paulo na comemoração dos 500 anos do Brasil. Tem coleções exibidas no Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Lisboa, Dusseldorf, Luneburg, Heidelberg e Roma.

A Natureza forte, perfeita, extraída da terra é levada a símbolo precioso na ornamentação. Suas coleções promovem a interação sutil da natureza com a Arte. Procura a todo instante inovar na execução de suas peças.

Seu Projeto de Artesanato mineral e lapidação de Quixeramobim (CE), primeiro projeto em sustentabilidade, foi destaque no Salão Nacional Design e Natureza, em 2001. Nomeado de “Mãos de Quixeramobim”, ensinou o ofício do artesanato em pedras brasileiras a jovens em condição de vulnerabilidade social com grande sucesso.

FONTEPaula Greco
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Redação
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