Sem aguentar pagar! Câmara terá que manter pagamento de vereadores afastados

Foto: Reprodução Câmara Municipal

O presidente da Câmara Municipal de Governador Valadares, vereador Adauto Carteiro (Pros), além de ainda não saber quando dará posse aos suplentes dos oito vereadores que foram afastados dos seus cargos durante a “Operação Mar de Lama”, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (11).

O presidente terá que se desdobrar para solucionar outro problema enfrentado, que é a falta de recursos para pagamento das despesas com os suplentes que assumirão seus cargos. A decisão é que a Câmara continue efetuando o pagamento dos vereadores afastados e de seus assessores.

“Como vou pagar os vereadores que vão assumir e toda a mudança da estrutura de gabinete que vão montar, e ainda assim continuar pagando também os que estão afastados? Não temos dinheiro para isso e a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite. Vamos colocar tudo no papel e pedir à justiça uma nova análise sobre a decisão de manter os afastados com remuneração”, disse o presidente da Câmara.

Adauto também disse que ainda tem dúvidas sobre os suplentes que assumiram: “Tenho duvidas sobre quais são os primeiros suplentes porque já recebi umas quatro listas diferentes de pessoas querendo assumir as vagas. Muitas mudanças de partido ocorreram e não sei se foram aceitas pela Justiça. Preciso checar isso no Cartório Eleitoral”, avisa. Segundo o presidente, a suspensão dos mandatos vai gerar despesas extras.

Valadares tem 21 vereadores. Carteiro se diz surpreso, mas preferiu não se manifestar sobre as denúncias ou futuros processos de cassação. “Não tivemos acesso ao processo que corre em segredo de justiça. Caberá a cada vereador contratar um advogado e através deles é que vamos nos inteirar dos fatos, saber o que de fato aconteceu para tomar as providencias”.

A Câmara recebeu o ofício da justiça avisando sobre a proibição dos vereadores afastados retornarem ou entrarem na Casa Legislativa, até o fim das investigações, sob pena de crime de desobediência. “Até lá não serão recebidos aqui”, avisa.

A organização criminosa foi desarticulada durante a “Operação Mar de Lama”, deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União na manhã desta segunda-feira. Doze pessoas foram presas, entre elas diretores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e 20 afastadas de seus cargos, sendo oito delas vereadores. A PF também determinou 17 bloqueios de bens e valores.

FONTEHoje em Dia
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Redação
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