Os juros cobrados de consumidores subiram em janeiro e se tornaram os mais altos em 11 anos, desde 2005, mostra pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) divulgada nesta quinta-feira (11).

Na média, os juros ao consumidor passaram de 139,78% ao ano ( 7,55% ao mês) em dezembro para 142,74% ao ano (7,67% ao mês) em janeiro. É o valor mais alto desde fevereiro de 2005, segundo a pesquisa.

Veja os juros médios em janeiro por tipo de crédito, segundo a Anefac:

  • rotativo do cartão de crédito: 410,97% ao ano (14,56% ao mês);
  • cheque especial: 248,34% ao ano (10,96% ao mês);
  • comércio: 92,29% ao ano (5,6% ao mês);
  • financiamento de veículos: 31,73% ao ano (2,3% ao mês);
  • empréstimo pessoal nos bancos: 69% ao ano (4,47% ao mês);
  • empréstimo pessoal em financeiras: 155,76% ao ano (8,14% ao mês).

Os números são valores médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas).

Procon: veja as taxas cobradas pelos bancos

Outra pesquisa divulgada nesta quinta, do Procon-SP, mostra as taxas de juros do cheque especial e do empréstimo pessoal cobradas em sete bancos. A pesquisa foi feita em 4 de fevereiro.

Cheque especial

  • Santander: 14,95% ao mês;
  • HSBC: 14,67% ao mês;
  • Itaú Unibanco: 12,33% ao mês;
  • Bradesco: 12,30% ao mês;
  • Caixa Econômica Federal: 11,98% ao mês;
  • Banco do Brasil: 11,91% ao mês;
  • Banco Safra: 11,40% ao mês.

Empréstimo pessoal

  • Santander: 11,40% ao mês;
  • HSBC: 7,30% ao mês;
  • Bradesco: 6,67% ao mês;
  • Itaú Unibanco: 6,43% ao mês;
  • Banco do Brasil: 5,60% ao mês;
  • Safra: 5,40% ao mês;
  • Caixa: 5% ao mês.

Além da Anefac e do Procon-SP, o Banco Central também divulga mensalmente uma pesquisa sobre taxa de juros.

Motivo: maior risco de calote

De acordo com o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a inflação elevada, o aumento de impostos e a alta no desemprego fazem o risco de calote subir.

“O fato de que as expectativas para 2016 serem igualmente negativas quanto a todos estes fatores leva as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência”, afirma.

Consumidor deve pesquisar

O Procon-SP orienta o consumidor a ter cuidado no uso de crédito e, se for preciso fazer empréstimo, pesquisar as melhores taxas antes.

“O consumidor deve observar e manter cautela com os custos da utilização do cheque especial e empréstimo pessoal (…). No caso de necessitar de crédito, é recomendável pesquisar as melhores taxas e negociar com a instituição financeira, especialmente quando mantiver um vínculo como correntista.”

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Redação
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