Natália voa para superar bloqueio do Praia: ponteira foi um dos destaques do jogo (Foto: Marcio Rodrigues)

Antes da final, Bernardinho garantiu: a fome, não importam os títulos ou as finais seguidas, vai sempre estar lá. Todo o passado vitorioso não tirou a vontade do Rio de Janeiro neste domingo. Se o Praia Clube sonhava com uma conquista inédita, a equipe entrou na quadra do ginásio Nilson Nelson, em Brasília, como um choque de realidade. O que parecia impossível chegou a ganhar contornos de superação diante da luta das mineiras. Mas, no talento de Natália e Gabi e nos ataques de Monique, as cariocas souberam controlar os ânimos até nos momentos mais complicados. Em mais uma aula de maturidade, o Rio venceu por 3 sets a 1, parciais 25/18, 26/28, 28/26 e 28/26 e conquistou seu 11º título da Superliga.

A tensão no olhar era nítida. Na tentativa de vencer os prognósticos, Praia começou o jogo com tudo. Na primeira virada, Alix mandou a bola ao chão. No saque para fora de Claudinha, o Rio empatou. As mineiras abriram 3/1 e se animaram. Nada que assustasse o outro lado, porém. Apesar do equilíbrio, o Rio foi para o primeiro tempo técnico em vantagem: 8/6.

As cariocas chegaram a abrir boa diferença (12/8), mas o Praia encostou e ficou a um ponto do empate. O Rio, porém, tinha um diferencial: Natália. Com uma pancada, a ponteira deu tranquilidade ao time. Depois, se jogou para salvar uma bola, pouco antes de Gabi marcar no bloqueio. A jovem ponteira, aliás, era outra a se destacar no ataque.

As duas, com o apoio de Juciely, fizeram o Rio abrir 18/13, forçando novo pedido de tempo do Praia. As mineiras até tentaram reagir, mas já não havia tempo nem força. No bloqueio de Juciely sobre Walewska, as cariocas fecharam em 25/18.

Esqueça o equilíbrio do início do primeiro set. Empolgadas com a boa vitória na parcial inicial, as cariocas mantiveram o ritmo. Na verdade, aceleraram. No ataque de Carol, abriram 5/0 com facilidade. Só que as mineiras ainda tinham força. Na marra, conseguiram tirar a diferença e encostaram no placar (7/6). Juciely, porém, explorou o bloqueio das rivais e fez seu time ir em vantagem para o primeiro tempo técnico.

O momento, no entanto, ainda era do Praia. No bloqueio de Alix sobre Juciely, as mineiras empataram. O jogo, então, ganhou em equilíbrio. Rio ainda explorava o talento de Gabi e Natália, além da força no bloqueio. Enquanto isso, as mineiras forçavam o jogo com Ramirez e Alix. Foi quando o jogo chegou ao seu momento mais tenso.

Picinin mandou Pri Daroit para a quadra, e as mineiras mostraram força. Conseguiram evitar um set point do Rio e deixaram tudo igual: 24/24. O Praia devolveu a vantagem em erro bobo, mas o Rio retribuiu com um bloqueio para fora. O momento era mesmo das mineiras. No bloqueio de Alix sobre Monique, as mineiras empataram: 28/26, deixando tudo igual.

O time mineiro se empolgou. Quando Juciely ficou no bloqueio, o Praia já tinha 6/3 no segundo set. O fundamento, aliás, passou a ser o diferencial da equipe. Àquela altura, nem mesmo os ataques de Natália encaixavam mais. Com 8/4 contra no placar, Bernardinho tentou acertar a casa. A diferença até caiu, mas as rivais seguiam superiores.

Alix passou a fazer a diferença. A vantagem do Praia, então, cresceu (14/9). Bernardinho tentou a inversão 5 por 1 e mandou Courtney e Drussyla para a quadra. Mas nada parecia funcionar. O Rio parou, e o time mineiro deslanchou. Com um bloqueio forte, e Alix inspirada, abriram 19/13.

Mas nada é garantido quando do outro lado está o Rio. Na vontade, as cariocas mostraram por que chegaram a mais uma final. Monique cresceu, e a rede voltou a fazer a diferença. Com 23/19 a favor das mineiras, o time de Bernardinho foi buscar. Chegaram a ter o set point, depois de ponto polêmico de Gabi, mas o Praia ainda teve forças para lutar. Prolongou o set, mas não evitou a vitória carioca: 28/26, depois de bloqueio em ataque de Michelle.

A virada na parcial anterior deu força ao Rio. Monique, em pancada sem defesa do outro lado, abriu o quarto set. Logo, a vantagem já era de 6/1, depois de ataque de Juciely. O Praia ainda lutava por um milagre. Nas pancadas de Ramirez, ainda mostrava acreditar no título. Walewska também cresceu. Jogadora mais experiente das mineiras, a central fez a equipe virar o placar para 17/16.

A frieza do Rio, porém, parecia insuperável. A equipe carioca voltou a controlar os ânimos e virou o placar. Só que o Praia não queria desistir. Lutou e se manteve vivo até onde conseguiu. Mas o golpe final veio das mãos de Carol. Coma bola livre, fechou o placar em 28/26 e garantiu a festa carioca.

FONTEgloboesporte.com
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Marcus Vinícius Gomes
Réporter Esportivo desde 2010, 30 anos, apaixonado por futebol, viajou Minas Gerais nas melhores coberturas esportivas para Rádios, TV e claro, se divertindo fazendo aquilo que gostava, que é estar à beira do gramado.

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