Vereador preso na Operação Mar de Lama pede renuncia de mandato

O vereador Levir Vieira preso na “Operação Mar de Lama” que investiga fraudes em contratos e propinas pagas por licitações e projetos da Câmara Municipal de Governador Valadares, entregou uma carta pedindo a renuncia de seu mandato, segundo a advogada de Levi, os motivos são pessoais.

Em sua carta de renúncia, o vereador esclareceu que a decisão é pessoal e não tem volta. “[…] Levir Vieira da Silva, alcunhado com o título político de Levi Vieira, […] vem comunicar a renúncia expressa do mandato de vereador e membro do Poder Legislativo Municipal, que lhe foi outorgado nas urnas pelo eleitorado deste município no pleito eleitoral de 2012. Na oportunidade, informa que as razões que levaram a esta decisão é (sic) de cunho estritamente pessoal. Sendo assim, ratifica e reitera, de forma livre, espontânea, expressa, irrevogável e irretratável, a renúncia do mandato de vereador”, diz trecho do documento assinado pelo vereador — a assinatura foi reconhecida em cartório.

Ao explicar sobre o processo criminal de 2006, a advogada de Levi, Ester Maria Matos, disse que a renúncia foi uma decisão em conjunto e que Levi quer provar sua inocência. “Essa decisão foi tomada em conjunto, o próprio Levi, junto com seus advogados e sua família. Este é um momento em que ele vai priorizar fazer sua defesa perante o juiz da 3ª Vara Criminal, e demonstrar sua inocência. Levi já estava recluso desde 18/01/2016, em virtude de condenação em processo criminal do ano de 2006, quando então foi deflagrada a Operação Mar de Lama em Governador Valadares. Primeiro, ele foi afastado do cargo de vereador, e em seguida foi decretada sua prisão preventiva. Levi já não seria mais candidato a vereador, devido à essa condenação de 2006. Desde janeiro, quando foi preso, ele já não recebia seu salário de vereador, pelo fato de estar afastado do seu cargo em decorrência de sua prisão. Quando aconteceu a Operação Mar de Lama, Levi estava gozando de saída temporária, por já estar no regime semiaberto. Desde o início do mês de julho, ele já poderia ser contemplado com o regime aberto, entretanto, permanece recluso em virtude da preventiva referente à operação.”

A advogada ainda revelou que o vereador não vai se candidatar no pleito deste ano e que o bairro Turmalina o apoia. “Levi não vai tentar a vereança, ele dará uma pausa na política. O bairro Turmalina tem um carinho especial pelo Levi, e o Levi ama aquele povo. Ele continuará erguendo a bandeira da defesa daquela comunidade, que o carregou nos braços e que lutará incansavelmente até provar a inocência daquele que foi, é e será seu líder comunitário. O bairro Turmalina está fechado com Levi Presidente. Nosso desejo é que o processo [da Operação Mar de Lama] seja conduzido nos ditames da lei, certos de que a todo tempo Levi contribuirá com a Justiça”, disse Ester Maria Matos, concluindo que, devido a esse pedido de renúncia, Levi não poderá ter seu mandato cassado. “Os desdobramentos dessa renúncia perante a Casa Legislativa poderão lhes ser informados através do presidente da Câmara. Entendo que a partir de agora já não existe processo de cassação contra Levi, uma vez que não há mais mandato para ser cassado.”

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Redação
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