Repasse de verba

Falta de verba pode desabilitar leitos de UTI em Valadares

Vencimento da Portaria e falta de resposta por parte do Governo Federal deixam município apreensivo com a hipótese de ter que fechar leitos de UTI para tratamento de Covid-19

12/02/2021 16h06
Por: Redação
Divulgação/Prefeitura
Divulgação/Prefeitura

Uma reunião na tarde desta quinta-feira (11), no Ministério Público, com diversas autoridades, discutiu alternativas para buscar junto ao Ministério da Saúde respostas sobre a prorrogação da habilitação dos leitos exclusivos de UTI-Covid de Governador Valadares.

O dinheiro destinado à manutenção dos hospitais públicos são repassados pelo Estado.Mas o que está acontecendo é o oposto. Os 18 leitos do Hospital Bom Samaritano já não recebem repasses desde o dia 3 de fevereiro e os custos estão sendo bancados pelo próprio hospital.

O Promotor de Justiça Randal Bianchini destacou que o Estado precisa ajudar nessa questão. “Esse dinheiro precisa chegar. Tenho acompanhado todas as dificuldades enfrentadas pelo município e, mesmo assim, nunca deixou faltar leito. Peço ao Samaritano para continuar aguentando com esses custos até que consigamos chegar a uma solução. Talvez na próxima semana receberemos algum retorno do Ministério da Saúde ou do Governo do Estado porque não estamos de braços cruzados”, afirmou o Promotor.

O prefeito André Merlo reforçou a importância da união de esforços para que não seja necessário fechar os leitos. “Desde que a pandemia começou, nos organizamos rapidamente e preparamos a cidade para os atendimentos. Hoje, temos 58 leitos de UTI exclusivos para Covid-19, todos habilitados pelo Governo Federal. Não podemos perder essa habilitação porque sozinho o município não conseguiria arcar com esses custos. Outra hipótese é o Governo do Estado assumir esses custos. Estamos nos mobilizando para buscar alternativas pois consideramos um retrocesso perdermos esses leitos que ainda estão sendo utilizados com grande ocupação na maioria dos dias”, lamenta o prefeito.

A secretária municipal de saúde, Caroline Martins Sangali, também lamentou a situação. “Precisamos da ajuda do Estado com essa questão, até porque os leitos estão sendo utilizados, na grande maioria, por pacientes que não são de Valadares e que pertencem a macrorregião. Não temos condições financeiras para custear os leitos. Agora que estamos conseguindo vacinar a população, mas ainda é grande o número de pessoas que precisam ser internadas. Então, ainda é cedo para o Ministério da Saúde pensar em desabilitar leitos em nossa cidade”, esclarece a secretária.

A habilitação dos leitos tem validade de 60 a 90 dias e, consequentemente, a destinação dos recursos. Além dos 10 leitos que já estão com a vigência vencida desde o início deste mês, na próxima semana outros 30 leitos do Hospital Municipal também terão a vigência vencida, e até o dia 20 de fevereiro vencem os outros 10 leitos do Samaritano. Sendo assim, de 58 leitos hoje com os custos sendo repassados pelo Governo Federal, o município perderá todos ainda este mês, caso não tenha a resposta positiva no Ministério da Saúde ou do Governo do Estado.

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