Brasil

Wajngarten minimiza impacto de falas de Bolsonaro sobre vacinação

Ex-secretário da Comunicação afirma que há várias formas de se atingir a população e aspas de Bolsonaro são só uma delas

12/05/2021 12h35
Por: Redação
Fonte: R7
Wajngarten defende falas de Bolsonaro - (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado - 12.05.2021)
Wajngarten defende falas de Bolsonaro - (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado - 12.05.2021)

O ex-secretário da Comunicação Fabio Wajngarten recusou-se nesta quarta-feira (12), na CPI da Covid, a atribuir peso negativo a declarações do presidente Jair Bolsonaro que minimizaram a importância de vacinas e da imunização da população.

"O impacto de uma mensagem é composto pelas várias formas de emissão de comunicação...", disse, e foi interrompido pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), que exigiu objetividade na resposta à pergunta se as falas de Bolsonaro iria contra a campanha de imunização contra a covid.. 

"A gente faz campanhas para contrapor, para complementar informações. A mensagem do presidente tem impacto negativo em cada tipo de pessoa", desconversou.

Wajngarten disse ainda que concordava com uma das declarações do presidente, de que seria o último brasileiro a se vacinar. "Eu também faria isso. Ele está dizendo que não vai tomar vacina porque vai aguardar o último brasileiro ser vacinado."

Ele também comentou, em defesa das falas do presidente contrárias à vacina do instituto chinês Sinovac em parceria com o Butantan, que, na época das aspas de Bolsonaro, "a Coronavac teve seus resulatdos adiados por quatro ou cinco vezes".

O ex-secretário de Comunicação afirmou ainda que sua área fez campanhas relacionadas à pandemia desde fevereiro de 2020. "Foram 11, estivemos no ar todos os meses até o presente momento." Foram gastos pela secretaria e pelo Ministério da Saúde em verbas publicitárias específicas para a pandemia R$ 285 milhões.

Ele disse que jamais ocorreu qualquer interferência do presidente da República em campanhas relacionadas à covid.

Wajngarten afirmou também que defende os protocolos de segurança para evitar as infecções pelo novo coronavírus, como uso de máscaras, isolamento social e distanciamento.

O nome do ex-secretário apareceu ligado de forma mais direta à pandemia em abril, quando Wajngarten concedeu entrevista à revista Veja e afirmou que o Ministério da Saúde teria sido o responsável “pelo atraso das vacinas”. Segundo a reportagem, ele guarda e-­mails, registros telefônicos, cópias de minutas do contrato e ainda afirma ter um rol de testemunhas que podem comprovar suas afirmações.

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